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TDAH: os primórdios do diagnóstico



Não é raro encontrar pessoas que parecem duvidar da legitimidade do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade como um quadro que afeta a aprendizagem humana. Claro, em um contexto da contemporaneidade em que estamos claramente mergulhados em uma crise atencional, onde tanta gente se queixa de dificuldades de se concentrar em um mundo que não para de nos jogar estímulos, pode ser natural ter algum receio com o excesso de patologização diagnóstica.

Mas quando falamos de TDAH, estamos falando de um quadro que já tem um histórico de mais de um século de observação clínica. A pesquisa sobre o TDAH envolveu vários profissionais da área médica, psicológica e educacional ao longo do tempo.

Um dos nomes principais que podemos destacar é do médico britânico Sir George Still (1868–1941). Seu trabalho no início do século XX é citado frequentemente como um dos primeiros a falar sobre o tema. Em 1902, Still publicou um artigo intitulado "Alguns Distúrbios de Caráter e Conduta: A Síndrome Hipercinética com Inibição Moral", no qual descreveu o comportamento de crianças que apresentavam características que agora são associadas ao TDAH. Ele observou sintomas como inquietação, impulsividade, falta de atenção e dificuldades na regulação do comportamento.



Os escritos e observações de Still representaram uma das primeiras descrições clínicas importantes do que mais tarde seria reconhecido como TDAH. Embora na época ele tenha usado terminologia diferente e a compreensão da condição tenha evoluído ao longo do tempo, seu trabalho é frequentemente citado como um marco inicial na história do TDAH e contribuiu para a pesquisa e o desenvolvimento posterior da compreensão e tratamento dessa condição.





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